O Sistema Cantareira alcançou 52,23% do volume útil em 3 de novembro de 2026, segundo monitoramento independente. A alta ocorreu após chuvas registradas nos últimos meses.
A precipitação ficou acima da média histórica, sobretudo em setembro e outubro. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) mantiveram o sistema na Faixa 2 — Atenção durante novembro.
Responsável pelo abastecimento de aproximadamente metade da população da Região Metropolitana de São Paulo, o Cantareira integra o conjunto de mananciais que atende a Grande São Paulo. A situação também se relaciona ao Sistema Integrado Metropolitano e ao Sistema Produtor São Lourenço, que abastece Barueri e Santana de Parnaíba, entre outros municípios.

Além das chuvas, a Interligação Jaguari-Atibainha transfere água da bacia do rio Paraíba do Sul para reforçar o Cantareira. A notícia aborda a condição dos reservatórios, o abastecimento regional e a redução noturna da pressão na rede de distribuição.
Chuvas elevam o volume, mas Cantareira segue na faixa de atenção
Um monitoramento independente, atualizado às 9h02 de 3 de novembro, registrou 52,23% de volume útil no sistema. No Portal dos Mananciais da Sabesp, o dado mais recente consultado pela reportagem era de 52,0%, referente a 2 de novembro.
Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Cantareira encerrou outubro com 50,69% da capacidade, ante 41,10% em 30 de setembro. A diferença acompanha a recuperação registrada após as precipitações dos meses anteriores.
A classificação operacional de novembro limita a retirada a 31 metros cúbicos por segundo. Em Faixa 1 — Normalidade, o teto permitido à Sabesp seria de 33 metros cúbicos por segundo; a categoria é definida pelo volume armazenado no último dia útil do mês anterior, por isso a variação diária não altera a regra vigente.
Volumes dos reservatórios e abastecimento na região oeste
O Sistema Integrado Metropolitano (SIM) chegou a 62,2% da capacidade em 2 de novembro, conforme o Portal dos Mananciais da Sabesp. Em 30 de outubro, o índice do conjunto era de aproximadamente 61,8%.
Na atualização de 2 de novembro, o Cantareira estava com 52,0%, o Alto Tietê com 60,5% e o Guarapiranga com 92,6%. O Rio Grande registrava 98,0%, o Rio Claro, 61,3%, e o Sistema Cotia, 102,9%; nesse caso, o percentual é calculado em relação ao volume útil de referência do reservatório.
O Sistema Produtor São Lourenço, que reforça o abastecimento de Barueri e Santana de Parnaíba, marcava 75,5% em 2 de novembro, segundo a Sabesp. O índice era inferior aos 76,9% registrados em 29 de outubro, mas permanecia acima dos níveis de outros mananciais metropolitanos mencionados no levantamento.
Além de Barueri e Santana de Parnaíba, o São Lourenço atende Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira e Osasco. A recuperação dos reservatórios não implica aumento imediato da pressão nos imóveis, pois a distribuição também depende das condições das redes e das medidas operacionais da Sabesp.
Redução noturna da pressão e medidas de economia de água
A Gestão de Demanda Noturna (GDN) reduz a pressão da água na rede da Grande São Paulo durante oito horas por dia, das 21h às 5h. A medida busca diminuir perdas provocadas por vazamentos e rompimentos de tubulações e preservar os estoques nos períodos de menor consumo.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e a SP Águas determinaram a manutenção desse regime durante outubro. Até a atualização da reportagem, não havia confirmação de uma nova deliberação específica sobre mudanças nos horários em novembro.
Mesmo com a recuperação dos reservatórios, a ANA e a SP Águas mantiveram a recomendação de reduzir o consumo e preservar a água armazenada. A orientação se aplica ao abastecimento atendido pelos mananciais metropolitanos, incluindo o Cantareira.

