A poluição no Rio Tietê diminuiu 29,4% entre 2024 e 2026, segundo estudo da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgado em setembro. A carga orgânica transportada pelo rio passou de 218 para 154 toneladas por dia.
O Governo de São Paulo atribui parte dos avanços ao Integra Tietê, programa lançado em 2023 que reúne ações de saneamento, desassoreamento e fiscalização ambiental. A iniciativa foi criada para recuperar o Tietê e seus afluentes.
Os resultados abrangem trechos do rio e afluentes da Grande São Paulo, incluindo o Córrego São João do Barueri. Uma nova fase de obras prevê intervenções em 12 municípios, entre eles Barueri e Santana de Parnaíba.

O esgoto doméstico sem tratamento é apontado como a principal causa da poluição orgânica, que reduz o oxigênio na água e prejudica a vida aquática. O balanço reúne dados sobre a qualidade da água, ações de saneamento e planos de expansão da rede na região.
Integra Tietê e queda da carga de poluição no rio
Segundo o Governo de São Paulo, o volume de esgoto despejado nos rios paulistas caiu mais de 10 bilhões de litros por mês desde 2023. A redução equivale, de acordo com o balanço estadual, a 4 mil piscinas olímpicas.
O programa já conectou cerca de 1,5 milhão de imóveis à rede de esgoto, beneficiando aproximadamente 4,5 milhões de pessoas. A previsão do governo é investir cerca de R$ 25 bilhões na iniciativa até 2029.
Entre as estruturas implantadas estão sete Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), 39 Estações Elevatórias de Esgoto (EEEs) e 1.032 quilômetros de tubulações. As obras ampliam a infraestrutura de coleta e tratamento nos municípios atendidos.
Em Guarulhos, o percentual de esgoto tratado avançou de pouco mais de 2% para 45%, e a previsão é chegar a 78% até o fim de 2026. Cajamar, que não tinha serviços de coleta e tratamento até 2022, alcançou índices de 79% de coleta e 50% de tratamento.
Desassoreamento e novas obras na Grande São Paulo
O desassoreamento remove sedimentos acumulados no leito dos rios. Desde 2023, foram retirados 6,8 milhões de metros cúbicos de material; em 2025, as intervenções nos rios Tietê e Pinheiros somaram mais de 2,3 milhões de metros cúbicos, volume comparável a 192 mil caminhões carregados.
No Médio Tietê, em um trecho de cerca de 300 quilômetros entre Santana de Parnaíba e a entrada do Reservatório de Barra Bonita, em Botucatu, a concentração média de matéria orgânica diminuiu aproximadamente 15% entre 2024 e 2026. A Cetesb também registrou melhora em afluentes como os rios Tamanduateí, Cabuçu de Cima e Aricanduva.
O Córrego São João do Barueri está entre os afluentes em que houve melhora, mas o levantamento divulgado pelo governo não especifica o percentual de redução para esse curso d’água. A informação disponível, portanto, não permite quantificar a variação individual do córrego.
Uma nova etapa prevê ampliar a coleta e o tratamento de esgoto em 12 municípios, incluindo Barueri, Santana de Parnaíba, Osasco, Carapicuíba, Jandira, Itapevi, Cotia, São Paulo, Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato e Cajamar. O plano contempla 460 quilômetros de tubulações, 112 Estações Elevatórias de Esgoto e uma Estação de Tratamento, com a meta de ampliar o acesso ao saneamento para aproximadamente 1,75 milhão de pessoas; o balanço não detalha a extensão das redes nem o cronograma específico para Barueri e Santana de Parnaíba.


