Estudo de infraestrutura para vertiportos
Empresas estão realizando estudos para determinar a localização e quantidade de vertiportos necessários para a operação dos carros voadores, mais especificamente as aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, conhecidas como eVTOLs. Segundo Rogério Prado, CEO da PAX Aeroportos, a previsão é de que entre cinco a dez desses pontos sejam fundamentais para iniciar as operações comerciais. A ideia é desenvolver uma infraestrutura que aproveite os recursos já existentes, minimizando os custos e os investimentos iniciais.
As análises de demanda já destacaram áreas estratégicas para a instalação dos vertiportos, incluindo regiões como Alphaville, Berrini, Faria Lima, Expo Imigrantes e Campo de Marte. Essa malha inicial visa conectar importantes polos de negócios e aeroportos, facilitando a mobilidade na metrópole paulista e criando uma rede funcional para os carros voadores.
Áreas prioritárias para a rede de eVTOLs
Os estudos indicam que é essencial estabelecer prioritariamente regiões onde haverá maior demanda por serviços de mobilidade urbana aérea. A PAX Aeroportos, que lidera um projeto de testes regulatórios no Brasil, enfatiza a importância de integrar os vertiportos com as principais rotas de tráfego aéreo e terrestre. Isso permitirá que os carros voadores sejam uma opção viável de transporte para muitas pessoas.

Atualmente, o setor enfrenta desafios significativos, como a falta de aeronaves certificadas para testes operacionais completos. O CEO da PAX Aeroportos ressaltou que para validar as previsões de negócio, seria essencial contar com uma aeronave aprovada. No entanto, a perspectiva é otimista, uma vez que o Brasil está entre os países mais adiantados na preparação para a chegada das eVTOLs, com colaborações em andamento com órgãos reguladores e operadores de infraestrutura.
Desafios e regulamentação no setor
Um dos principais obstáculos no desenvolvimento do transporte aéreo urbano, representado pelos carros voadores, é a certificação das aeronaves. Esse processo é crucial para garantir a segurança e eficiência do sistema. Enquanto isso, a PAX Aeroportos está focada em simular operações e avaliar requisitos de infraestrutura e segurança nas áreas selecionadas.
Além disso, questões como o combate a incêndios em baterias de grande porte estão sendo abordadas, com base em conhecimentos adquiridos no manejo de veículos elétricos. Embora a meta de 2028 para a certificação das aeronaves seja vista como viável, a liberação para operações comerciais dependerá de ajustes nas regulamentações municipais de zoneamento que permitam a instalação dos vertiportos.
A criação de uma infraestrutura que não demande tarifas excessivas será fundamental para o sucesso inicial das operações. A expectativa é que cada eVTOL realize cerca de sete voos por dia, mas para isso será necessário controlar os custos e proporcionar uma oferta atraente aos consumidores. Quanto à demanda de energia, a PAX Aéreo informou que os vertiportos poderão operar com a energia necessária, mas o acesso à rede elétrica precisará de atenção especial.


