Buscas em Alphaville Campinas integram operação do Gaeco

As buscas em Alphaville Campinas ocorreram em 4 de novembro de 2026, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, não houve apreensões no endereço.

A ação integrou a segunda fase da Operação Enxágue e a Operação Catéter. A ofensiva conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná e da Receita Federal investiga suspeitas de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Em Campinas, o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (1º BAEP), de São Paulo, deu apoio à diligência no condomínio. A operação também cumpriu mandados em municípios de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

buscas em Alphaville Campinas

As apurações se concentram no comércio de subprodutos animais e em suspeitas de emissão de notas fiscais simuladas. Segundo as informações divulgadas, a Justiça também determinou medidas patrimoniais para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.



Mandado em Alphaville e ações em quatro estados

Nas buscas em Alphaville Campinas, o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (1º BAEP) empregou duas viaturas e sete policiais militares. A equipe também levou um cão policial para atuar no endereço do condomínio.



Ao todo, foram cumpridos 64 mandados de busca e apreensão em 28 cidades. As diligências se distribuíram por municípios de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Campinas recebeu dois dos mandados expedidos para a operação. A cidade, portanto, concentrou duas das diligências realizadas no conjunto de 28 municípios, segundo as informações divulgadas sobre a ação.

Investigação sobre notas fiscais e bloqueio de bens

As apurações envolvem o comércio de sebo e gordura animal, produtos usados como matéria-prima na fabricação de biodiesel e por curtumes. A investigação busca esclarecer como o setor teria sido utilizado no esquema fiscal e financeiro.

Segundo as informações divulgadas, a organização recorria a empresas de fachada, chamadas de “noteiras”, registradas em nome de “laranjas” e até de pessoas falecidas. Elas emitiriam notas fiscais simuladas, enquanto dívidas tributárias eram transferidas para empresas insolventes e créditos indevidos de ICMS eram gerados.

Para garantir o ressarcimento aos cofres públicos, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens até o limite de R$ 271.481.696,96. Na Operação Catéter, as medidas alcançaram mais de 80 imóveis de alto padrão e 103 veículos, além de uma moto aquática.

Entre os imóveis mencionados estão mansões em condomínios fechados, fazendas e um apartamento na cidade de São Paulo avaliado em R$ 13,2 milhões. A operação também atingiu dezenas de milhões de reais em fundos de investimento (FIDCs) e securitizadoras.





Deixe um comentário