O Centro Histórico de Santana de Parnaíba aparece em “As Meninas da Garagem Secreta”, série infantojuvenil lançada no Gloob e no Globoplay em 19 de outubro de 2026. A produção combina locações da cidade com cenários de Jundiaí e São Paulo.
A trama acompanha três estudantes e foi inspirada na trilogia teatral da Cia. Delas. A cidade fictícia de Venceslau Braga foi composta com imagens de pontos históricos de Santana de Parnaíba.
Produzida pela Mixer Films, a série teve gravações principalmente em Jundiaí e também em Santana de Parnaíba e São Paulo. O diretor-geral João Daniel Tikhomiroff contou que a equipe buscava representar o ambiente acolhedor de uma cidade do interior.

Com oito episódios, a produção aborda amizade, desafios da pré-adolescência e histórias de mulheres que marcaram diferentes áreas. A estreia também envolveu moradores das cidades nas gravações, segundo Tikhomiroff.
Centro Histórico de Santana de Parnaíba compõe a cidade fictícia
Entre os pontos reconhecíveis nas cenas estão a Praça Quatorze de Novembro, o Coreto Maestro Bilo e a Igreja Matriz de Sant’Ana. As imagens desses locais ajudam a ambientar Venceslau Braga, município fictício da história.
Uma escola também foi adaptada para a produção: a equipe escolheu o imóvel e o transformou em uma instituição fictícia, com outro nome e uma tradição própria. João Daniel Tikhomiroff, presidente da Mixer Films e diretor-geral da série, relatou que a escolha dos espaços incluiu a busca por uma praça e um coreto que combinassem com a atmosfera planejada.
Ao falar sobre as locações, Tikhomiroff descreveu as descobertas como lugares que remetem ao “jeito paulista e, ao mesmo tempo, brasileiro de viver”. As cenas do Centro Histórico, incluindo imagens aéreas, integram a composição visual de Venceslau Braga em As Meninas da Garagem Secreta.
Três estudantes criam clube para contar histórias de mulheres
Bárbara, interpretada por Morena Machado, Sara, vivida por Mari Campolongo, e Carolina, personagem de Julia Rodrigues, são estudantes do sexto ano. Depois de uma confusão na escola, elas formam o Clube Secreto da Baderna.
Na garagem da família de Sara, as amigas apresentam histórias de mulheres por meio de música, memes, charadas e encenações. A série articula essas atividades com situações vividas pelas protagonistas, entre elas inseguranças, pressão por perfeição e mudanças nas amizades.
Entre as personalidades abordadas estão Maria Baderna (1828–1892), Maya Angelou (1928–2014), Ada Lovelace (1815–1852), Carolina Herschel (1750–1848) e Wangari Maathai (1940–2011). João Daniel Tikhomiroff explicou que as biografias foram escolhidas para dialogar com os dilemas das personagens em cada episódio.
A pesquisa sobre essas trajetórias foi desenvolvida originalmente pela Cia. Delas, responsável pela trilogia teatral que deu origem à produção. A roteirista Camila Raffanti conhecia o trabalho do grupo e levou a proposta ao diretor artístico Michel Tikhomiroff, que acompanhou o desenvolvimento criativo da série.
Produção teve oito episódios e estreia em etapas no Globoplay
Os episódios têm cerca de 23 a 24 minutos. A exibição no Gloob foi programada de segunda a quinta-feira, às 17h, até 29 de outubro; no Globoplay, o lançamento foi dividido em duas etapas, em 19 e 26 de outubro, com acesso também para não assinantes, conforme a programação divulgada.
A adaptação começou a ser idealizada em 2019 e atravessou diferentes etapas de desenvolvimento, incluindo o período da pandemia. O projeto recebeu recursos da Lei Paulo Gustavo, administrados pelo Governo do Estado de São Paulo e pelo Ministério da Cultura.
Embora concebida como minissérie com uma temporada fechada, a produção deixou aberta a possibilidade de novas histórias e de um longa-metragem, segundo Tikhomiroff. A criação é de Camila Raffanti, Julia Ianina e Thaís Medeiros; a direção-geral é de João Daniel Tikhomiroff, Pedro Jorge e Thaís Medeiros, e Michel Tikhomiroff responde pela direção-geral artística.

