A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) alerta para a vacinação contra sarampo antes da temporada de cruzeiros 2026/2027. A previsão é de circulação de cerca de 832 mil pessoas.
Segundo a SES-SP, a movimentação de viajantes de diferentes nacionalidades e a circulação internacional do vírus podem favorecer a transmissão da doença. O alerta foi publicado em 20 de outubro de 2026.
A orientação se dirige a passageiros e tripulantes que participarão da temporada de cruzeiros em São Paulo. A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente nos 645 municípios paulistas.

Entre abril e agosto de 2026, a cobertura vacinal contra o sarampo aumentou no Estado, segundo a SES-SP. O órgão também reuniu recomendações sobre vacinação e cuidados diante de possíveis sintomas durante e após a viagem.
Vacinação contra sarampo: doses indicadas e grupos que precisam de avaliação
Os dados detalhados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostram que, entre abril e agosto de 2026, a cobertura da primeira dose passou de 86,56% para 96,29%. No mesmo período, o índice da segunda dose subiu de 72,72% para 83,81%.
Para crianças, o esquema da vacina tríplice viral prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de 15 meses a 29 anos devem comprovar duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias.
Quem tem entre 30 e 59 anos precisa comprovar pelo menos uma dose, enquanto trabalhadores da saúde devem ter duas doses registradas, independentemente da idade. A orientação é verificar a caderneta em uma Unidade Básica de Saúde e, se necessário, atualizar a vacinação contra sarampo com pelo menos 15 dias de antecedência do embarque.
A chamada dose zero é indicada a crianças de 6 a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André; ela não substitui as doses regulares. Crianças menores de um ano, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com imunossupressão precisam de avaliação individualizada, e a vacina é contraindicada para gestantes, bebês com menos de seis meses e determinadas condições de imunossupressão.
Sintomas e medidas de prevenção antes, durante e após o cruzeiro
Passageiros com febre e manchas vermelhas pelo corpo, especialmente se também apresentarem tosse, coriza ou conjuntivite, devem adiar a viagem e procurar atendimento médico. A recomendação da SES-SP se aplica antes do embarque no cruzeiro.
A bordo, a Secretaria recomenda lavar as mãos com frequência e não compartilhar copos, talheres ou alimentos. Também orienta manter os ambientes ventilados e evitar contato próximo com pessoas doentes.
Se os sintomas começarem durante o cruzeiro, o passageiro deve avisar imediatamente a equipe de saúde do navio. Depois do desembarque, a recomendação é observar possíveis sintomas por até 30 dias; diante de suspeita, deve-se buscar atendimento e informar sobre a viagem, de preferência avisando o serviço de saúde antes de chegar.
