Cidade da Grande SP é mais cara do país para morar de aluguel; veja ranking

O que Diz o Índice FipeZAP

O Índice FipeZAP é uma referência importante para entender o comportamento do mercado imobiliário no Brasil, especialmente no que diz respeito aos aluguéis. Criado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo portal ZAP, o índice mede o preço médio do aluguel de apartamentos prontos em diversas cidades do país. Nos últimos anos, o FipeZAP tem mostrado um aumento significativo nos valores dos aluguéis, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo.

Os números mais recentes indicam que, em dezembro de 2025, o preço médio do aluguel nas 36 cidades pesquisadas foi de R$ 50,98 por metro quadrado, resultando em um custo médio mensal de R$ 2.549 para um imóvel de 50 m². Isso representa um aumento em relação ao ano anterior, quando o custo médio era de R$ 2.406. Esse crescimento de 9,44% em 2025 foi superior à taxa de inflação do IPCA, que foi de apenas 4,26% no mesmo período. Essa discrepância sugere que a demanda por imóveis para aluguel está superando o poder de compra dos locatários, levando a um aumento contínuo nos preços.

Os dados também confirmam a liderança de Barueri, município da Grande São Paulo, que se destaca como a cidade com o aluguel mais caro do país. O preço médio na região é de R$ 70,35 por metro quadrado, refletindo a valorização dos imóveis e a concentração de bairros mais nobres, como Alphaville. Essa realidade mostra como vários fatores, como localização, infraestrutura, e o perfil socioeconômico dos moradores, influenciam os preços dos aluguéis.

Cidade da Grande SP aluguel

Ranking das Cidades mais Caras para Alugar

Nos últimos anos, o cenário locatício no Brasil tem mostrado uma tendência de correção de preços que, embora tenha sido moderada em alguns lugares, ainda se apresenta de forma bastante clara nas grandes cidades. Segundo o Índice FipeZAP, as cidades que lideram o rankings de aluguéis mais altos incluem:



  • Barueri (SP): R$ 70,35/m²
  • Belém (PA): R$ 63,69/m²
  • São Paulo (SP): R$ 62,56/m²
  • Recife (PE): R$ 60,89/m²
  • Florianópolis (SC): R$ 59,77/m²

Essa lista demonstra que, além da Grande São Paulo, outras capitais como Belém e Florianópolis também estão enfrentando um aumento significativo nos preços de locação. Essa situação tem grandes repercussões para quem procura imóveis nessas áreas, especialmente para famílias e jovens que estão ingressando no mercado de trabalho e buscam seu primeiro lar.

O Caso de Barueri e Alphaville

Barueri é o município que mais se destaca quando se fala em aluguel, principalmente pela presença do bairro Alphaville, que é conhecido por sua estrutura de condomínios de luxo e incentivos para empresários. O preço alto dos aluguéis em Barueri, superior a R$ 3.517,50 para um apartamento de 50 m², reflete a preferência por localidades que oferecem qualidade de vida e segurança. Em Barueri, a demanda interna é alta devido ao desenvolvimento econômico da região, que inclui áreas comerciais e de serviços.

A pandemia de Covid-19 teve um impacto interessante sobre o mercado imobiliário da região. Muitas pessoas, influenciadas pela busca por qualidade de vida, optaram por se mudar de grandes centros urbanos para cidades com menos densidade populacional, mas ainda assim com boa infraestrutura. Barueri, sendo uma das localidades com melhor infraestrutura e acesso a São Paulo, acabou se beneficiando durante esse período.

Além disso, o aluguel em Alphaville não é apenas uma questão de espaço físico, mas também de status. Morar em um condomínio bem conceituado e com segurança privada se tornou um símbolo de prestígio, atraindo não só moradores locais, mas também gente de outras partes do Brasil e do mundo que buscam oportunidades de trabalho ou investimento.

Comparativo com Outras Cidades do País

Um dos maiores desafios para quem busca moradia no Brasil é a questão dos preços comparados entre as diversas cidades. Enquanto Barueri continua com aluguéis exorbitantes, muitas cidades ainda conseguem se destacar com preços mais acessíveis, oferecendo alternativas viáveis aos inquilinos. Por exemplo, Pelotas, no Rio Grande do Sul, apresenta os aluguéis mais baixos, com um custo de R$ 22,42/m², mostrando que o custo de vida pode variar drasticamente de uma região para outra.

Outro exemplo seria Teresina e Aracaju, que mesmo estando em capitais, têm preços que giram em torno de R$ 26,62 e R$ 27,97 por metro quadrado, respectivamente. Essas cidades oferecem uma qualidade de vida satisfatória com custo muito inferior ao da Grande São Paulo, o que pode ser um fator decisivo para muitos aluguéis que estão começando a entrar no mercado.

Os dados do Índice FipeZAP mostram que cada cidade possui sua realidade, sendo estruturada por uma combinação de fatores sociais, econômicos e históricos. Isso é fundamental para que os inquilinos possam tomar decisões mais bem-informadas e estratégicas ao escolher onde morar e como se planejar financeiramente.

A Influência da Pandemia no Mercado Imobiliário

A pandemia de Covid-19 impactou significativamente a dinâmica do mercado imobiliário, gerando uma mudança no padrão de comportamento dos consumidores. Com o aumento do home office e a necessidade de mais espaço em casa, muitas pessoas optaram por deixar grandes cidades em busca de mais espaço e qualidade de vida em áreas suburbanas. Esse movimento ficou evidente durante o ano de 2020 e 2021, e suas consequências ainda podem ser sentidas em 2026.

As áreas metropolitanas, como a Grande São Paulo, viram uma migração de inquilinos que buscavam imóveis que oferecessem não apenas segurança, mas também um ambiente de trabalho adequado. Isso gerou uma pressão nos preços das locações em bairros de maior valorização, como Barueri, aumentando ainda mais a demanda.

Além disso, a crescente importância das áreas verdes e da proximidade a serviços e comércios também passou a influenciar os aluguéis. Em resposta a esta nova demanda, muitos proprietários começaram a reformar seus imóveis, investindo em adequações para torná-los mais atrativos. Esse cenário fomentou uma tendência de revalorização imobiliária que provavelmente continuará após a pandemia.



Expectativa para os Aluguéis em 2026

Olhando para o futuro, a expectativa é de que os preços dos aluguéis continuem sua trajetória de alta, embora em um ritmo mais controlado. Mesmo com as recentes estratégias de contenção de inflação, como aumentos no salário mínimo e ajustes nas políticas tributárias, os especialistas prevêem que a demanda por imóveis ainda superará a oferta em boa parte do território nacional, especialmente nas regiões metropolitanas.

Os dados que vêm do Índice FipeZAP indicam que a pressão sobre os preços manterá os aluguéis em um patamar elevado. A expectativa é que os aluguéis continuem a subir no primeiro semestre de 2026, em grande parte devido ao crescimento econômico e à melhoria nas condições do mercado de trabalho. Entretanto, o ritmo de crescimento pode ser moderado, refletindo uma desaceleração comparativa ao ano anterior.

Portanto, quem está em busca de imóveis deve estar sempre atento às tendências de mercado e se preparar para possíveis alterações nas circunstâncias do aluguel, implicando na necessidade de planejamento financeiro adequado para o futuro.

O Cenário Econômico e o Poder de Compra

O cenário econômico atual tem um papel fundamental na definição do mercado imobiliário e, consequentemente, no valor dos aluguéis. Com a taxa de desemprego em queda, patamares históricos, e um aumento real na renda da população, os brasileiros estão mais dispostos e capacitados para arcar com as despesas de locação. Nos últimos meses, essas mudanças se refletiram diretamente na alta dos preços dos aluguéis, uma vez que a maior parte da população retorna ao mercado de trabalho.

Além disso, fatores econômicos, como a taxa de juros e a inflação, também influenciam o poder de compra dos consumidores. Enquanto as taxas de juros permanecem em níveis controlados, isso possibilita que mais pessoas busquem financiamento para compra de imóveis, minimizando a pressão sobre o mercado de locação. Com uma maior quantidade de pessoas buscando alugar imóveis, os proprietários ficam mais inclinados a aumentarem os preços conforme a demanda.

É compreensível que essa dinâmica possa representar um desafio significativo para inquilinos, que devem se preparar para possíveis elevações nos preços ao longo de 2026. Portanto, um planejamento financeiro detalhado é essencial, garantindo que os locatários não sejam pegos de surpresa diante de futuros aumentos.

Impacto das Políticas Habitacionais nos Preços

As políticas habitacionais que o governo implementa refletem diretamente no mercado imobiliário e podem ter um impacto significativo sobre os preços dos aluguéis. Algumas iniciativas são projetadas para reduzir o custo para inquilinos, como programas de subsídio e incentivos fiscais para a construção de imóveis. No entanto, é preciso entender que as ações do governo também podem ter efeitos adversos, dependendo de como são conduzidas.

Um exemplo disso é a regulação do setor imobiliário, que pode aumentar os custos para os proprietários e, consequentemente, repassar esses custos para os inquilinos. Além disso, a falta de incentivos à construção de novos empreendimentos na região metropolitana pode exacerbar a escassez de imóveis disponíveis, resultando em aumento dos preços de locação.

Diante disso, é fundamental que as autoridades tomem decisões sensatas que impactem positivamente a oferta de imóveis para aluguel, garantindo um equilíbrio entre a necessidade de moradia e o poder de compra da população. Isso ajudará a criar um ambiente em que as pessoas possam encontrar alocação a preços mais justos e equilibrados.

Dicas para Economizar em Aluguel

Com o aumento contínuo dos preços dos aluguéis, é essencial que os inquilinos estejam sempre em busca de maneiras de economizar. Aqui estão algumas dicas valiosas que podem ajudar nesse processo:

  • Pesquise: Antes de decidir por um imóvel, faça uma pesquisa detalhada sobre as opções disponíveis na sua desejada localidade. Compare preços e condições de diferentes imóveis.
  • Considere regiões adjacentes: Muitas vezes, mudar-se para um bairro mais afastado do centro pode resultar em uma economia significativa nos custos de aluguel.
  • Negocie: Não tenha medo de negociar o valor do aluguel. Se você encontrar um imóvel que atende às suas necessidades mas está além do seu orçamento, converse com o proprietário e veja se é possível um desconto.
  • Dividir o imóvel: Dependendo do tamanho do imóvel, considerar a divisão com um amigo ou colega pode ser uma solução viável para reduzir custos.
  • Optar por imóveis mobiliados: Às vezes, alugar um imóvel mobiliado pode representar uma economia, pois evita gastos adicionais com móveis e utensílios.
  • Fique atento às promoções: Algumas imobiliárias e proprietários oferecem promoções sazonais ou reduções temporárias nos aluguéis. Fique atento!

O que Esperar do Mercado Imobiliário no Futuro

É evidente que o mercado imobiliário brasileiro está em constante transformação. Estar ciente das mudanças e tendências pode ajudar inquilinos e investidores a fazerem decisões mais informadas. À medida que avançamos por 2026, é essencial observar a evolução das políticas habitacionais, as condições econômicas e a demanda por imóveis, pois todos esses fatores afetam diretamente os preços e a disponibilidade de aluguéis.

Além disso, a transformação digital deve influenciar a forma como os inquilinos interagem com o mercado. O uso de plataformas online para pesquisas de imóveis já está se tornando cada vez mais comum. Novas tecnologias, como realidade aumentada e tours virtuais, estão mudando a forma como as pessoas escolhem onde viver. Essa modernização no setor pode trazer mais transparência e opções, beneficiando consumidores.

Por fim, enquanto o mercado continua a evoluir, é importante que todos os participantes — inquilinos, proprietários e legisladores — se mantenham informados e preparados para agir. A adaptação às mudanças será crucial para garantir uma relação equilibrada entre oferta e demanda, com um foco na qualidade de vida e na acessibilidade para todos os cidadãos.





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